META A LINGUAGEM NESSA COISA

6 11 2009

sorrateiramente entrou sem ser logo no começo da história e sem saber viu-se obrigado a falar alguma coisa, afinal se era uma história e ele estava ali, era porque ele tinha algo a dizer, ao menos parecia lógico. não, não tinha nada a dizer, ao menos, não algo que fosse realmente relevante e que pudesse gerar alguma mudança no status quo, talvez não, claro, alguma coisa iria acontecer, um acaso, ou um acidente qualquer, algo que o colocaria no meio de alguma trama ou intriga que o arrastaria para um final surpreendente e revelador, não necessariamente nesta ordem, afinal poderia ser alguma novela novela moderna sem qualquer linearidade. mas não parecia que algo estava na iminência de acontecer, sorrateiramente percebeu enfim que sorrateiramente era seu nome, e que sua existência dependia de letras que se juntavam para montar palavras, e estas, frases que geram idéias para a imaginação de quem as lê, mas como, com um nome destes e sem qualquer descrição, alguém poderá ter uma pálida idéia como era seu ser, se que que podemos assim chamá-lo. sorrateiramente correu até o microfone mais próximo e pôs-se a cantar: “sou absurdo impresso que efemeramente existe agora, e mesmo que morra no ponto final, renascerei a cada leitura, como não tenho uma face, peço emprestada a tua e assim terei muitas e nenhuma, me transormarei num monstro metaf…” sorrateiramente se empolgou e esqueceu-se que estava numa história. não viu quando vindequemestá, o vilão mais ciclotímico e energético das redondezas do burgomestre, atacou-o pelas costas, como é de hábito, e pôs fim de vez ao absurdo que sorrateiramente estava perpetrando.





INFLUÊNCIA

3 11 2009

mesmo que não saiba, ainda que não queira, para onde quer que olhe, você esta sendo INFLUENCIADO.





RESSURGINDO NO FINADOS

2 11 2009

por conta de um vírus, meu pc esteve gripado e inativo por cinco dias. cinco dias! sem computador ou internet, pareceram uma eternidade, principalmente na madrugada. a internet dá prá tirar de letra, mas ficar sem o editor de texto é foda. tive que apelar para o antigo editor de textos: o caderno.

coincidência, acaso, propósito, ou ironia, o caso é que o danado voltou a funcionar hoje, no dia de finados.

hoje é dia de lembrarmos de quem já foi uma existência neste planeta, de quem já tivemos a oportunidade ou privilégio de compartilhar nossa existência com ela. dos seres com os quais partilhei a existência enquanto aqui estavam, hoje vivem em mim, ou melhor, através de mim. tenho deles: lembranças, momentos, influências, e sobretudo saudades. saudade que eu procuro matar, sentindo-me feliz por tê-los conhecidos.

FELIZ DIA DOS MORTOS!!!!!!!





MODO DE USAR

19 10 2009

a grande maioria dos posts deste blog, não sei precisar ao certo quanto, pois nosso departamento de estatística esta de férias, mas deve chegar em torno de 90%, enfim, o que eu quero dizer na verdade é que a maioria dos textos aqui publicados não possui vínculo temporal, de modos que ao chegar e não encontrar um post novo fique convidado a explorar os posts antigos porém sempre atuais que ainda não leu. essa é a dica, e prá terminar duas recomendações: filmeDistrito 9 músicameiadúzia de 3 ou 4.

boa diversão!





LIBERDADE (r)

16 10 2009

embora eu viva como se fosse, e goste de pensar que sou, livre, sei que tal absurdo não existe. a liberdade é um ótimo mote para ser alcançado por ser uma quimera. quimerosidades são ótimos combustíveis para a vida pois nunca se esgotarão. é o moto-perpétuo. todo ser-humano é livre para fazer o que quiser & responder pelas suas decisões. todo ser-humano depende de: água, comida, abrigo/proteção e deste planeta.

publicado originalmente em 17 de fevereiro de 2008





AUSFLENÔMIO

2 10 2009

Eli Kossano e Jaque Ossols Ome, nunca haviam se visto antes, não sabiam nada um do outro, e sem qualquer motivo aparente, estavam ali juntos, separados apenas por uma conjunção aditiva, esperando passar o momento de indecisão criadora. que rumos a história poderia tomar quando fossem apresentados a um pequeno mas indubitável ausflenômio? Eli querendo fazer jus ao fato de ter sido apresentado em primeiro, foi quem falou sem meias, verdade: asterugos em floynantes perpassam a sede do empobrecido camprino, e mais já não saberei evitar, não fosse a fissura na fossa, minha nossa, que figura! (aplausos) a platéia ficou encantada com tamanha leniência em tão pouco espaço de tempo, e aproveitou para distribuir sopapos antes que o segundo combatente da noite pudesse dirimir qualquer dúvida quanto ao já citado ausflenômio. Jaque limpou a garganta com um pigarro característico, que fez a platéia calar esperando pelo que viria, nunca haviam ouvido pigarro tão desfibrocante em suas vidas, era como se um rouxinol afônico começasse a vomitar, e derrepente derramado falou e disse: istribinis capelua!

foi a consagração! ninguém em sã consciência poderia supor que Jaque conseguiria ser tão idiota. carregado em polvorosa pela turba, foi deixando para trás apenas o silêncio de um espaço vazio. nada mais restando a fazer, ausflenômio decidiu de uma vez por todas, colocar um fim na história.





CAÇADOS PELA MIRA DE UMA LENTE

18 09 2009

comentei no post “ouça a si” sobre a caçada fotográfica, e lembrei-me que o post sobre o assunto foi publicado ainda no endereço antigo, eu iria republicar mas como houve uma recente captura de um belíssimo animal da família dos primatas, resolvi fazer este novinho e republicar somente as fotos de então, pois bem: a caçada fotográfica além de ser a maneira mais ecológica de se trazer uma lembrança do mundo natural, pois o animal não é assassinado, justamente por isto é mais emocionante. não há qualquer arma para se defender ou atacar, é um encontro onde o desafio é ambos sairem vivos e sãos para contar a história. chega de blá-blá-blá e vamos aos troféus de “caça”:

bugil

bugil

ganbá, popularmente por aqui: "raposinha"

ganbá, popularmente por aqui: "raposinha"

tatu

tatu

porco-espinho ou porcoespinho ou porquespinho

porco-espinho ou porcoespinho ou porquespinho

coral. se é verdadeira ou não, é a questão!

coral. se é verdadeira ou não, é a questão!