como ninguém pediu minha opinião, me vejo no direito de dizer com todas as letras que forem necessárias. isto posto assim no início dá uma idéia completamente errada do que eu tenho pra dizer, mas vai ficar assim mesmo para que ninguém diga que não estou falando sério.
resolvi começar um outro parágrafo pois aquele estava um tanto confuso. este só está aqui para avisa-lo do próximo:
numa aula a respeito de paradigmas, fiquei sabendo que depois de teocentrismos e antropocentrismo, vem forte uma campanha para que o paradigma que a Modernidadecontemporânea pretende adotar como ‘bandeira’ para o século XXI e vindouros, é o biocentrismo. confesso que senti um calafrio huxleyniano quando ouvi isto, ainda mais quando vemos a genética em ponta de lança. até entendo a boa intenção em colocar a vida como o centro, mas ainda assim é um tanto vago e o termo pode trazer associações racionalistas que pode beirar a eugenia. bem, se a Modernidadecontemporânea está precisando de um paradima, eu modestamente gostaria de sugerir um termo mais abrangente e porque não até mais urgente: Ecocentrismo, eco como casa, nossa casa, este planeta. ele é nossa única casa, e se não cuidarmos dela ela cuida da gente. como disse o profeta raul: “o praneta como um cachorro eu vejo/ se ele nun guenta mais as pulga/ se livra delas num sacolejo” tá avisado.
para concluir eu gostaria de colocar este último parágrafo.
publicado originalmente em 27 de novembro de 2008