nada como uma fúria interior para soltar todos os foguetes guardados dos últimos campeonatos, e já não me lembro o último título. ao menos para os artistas, esta fúria é benéfica, pois em sua mansarda atômica, destrói planetas para criar mundos nos interstícios do vazio. é seu motor imóvel que tem como combustível, o amor, que como qualquer remédio também é veneno.
deixe-me gritar na chuva enquanto todos dormem, pois grito para surdos. hipnotizados pelo mundo do hiperuâneo catódico que lhes dão um mudo perfeito onde os maus sempre encontram sua punição. sonhos de estribilhos fáceis.
não digo nada de novo, e não vou dizer outra vez só para confundí-los. sei que não adianta jogar merda no ventilador pois todos estão acostumados com as bostas.
não, não estou revoltado, sempre fui. mas nunca perdi o humor, pois ele me indica o rhumo para se furar o muroh com pontas de sarcasmo bem afiadas para furar o umbigo da hipocrisia. desculpem, mas me pegaram num dia de fúria: vásefodêseufeladaputaducaraiocusãodaporra! e digo mais, se você se ofendeu, o problema certamente não está comigo, nem neste texto.
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